Por que me visto assim?

Uma das aulas mais interessantes do curso de Consultoria de Imagem que fiz em NY, foi uma em que a professora preferiu discutir os conceitos de beleza de cada um, inerentes às nossas culturas, relacionamentos e valores.

Ao invés de passarmos o tempo aprendendo regras básicas e o que fazer/não fazer dependendo dos nossos possíveis clientes, a turma se transformou num grande fórum em que pudemos entender como nós mesmos fazemos escolhas de moda.

Na minha opinião, nada mais importante do que se entender para se vestir melhor. É uma história que vai bem além do “o que eu quero transmitir com essa roupa?” e começa no “por que eu sou e penso dessa forma?”.

Em sala, o exercício foi responder como a nossa família, nossos amigos, nossa cultura e a mídia influenciaram no nosso próprio conceito de beleza. Tivemos uma semana para pensar e todos contaram suas histórias para a turma. Foi impressionante ver como é complexa a rede de pensamentos, valores, ensinamentos e traumas que constroem o que chamamos de “bonito”.

O exercício, que pode ser doloroso e libertador, é essencial não só para entendermos o nosso próprio estilo, mas para sabermos como as mudanças na nossa vida podem infuenciá-lo e como nosso armário deve acompanhar, antes de tudo, o nosso ritmo emocional.

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Gosto

de música com letra.
de biscoito com recheio.
de bebida com álcool.
de comida com molho.
de amor com apego.

de correr com liberdade.
de rir com companhia.

mas o café, sem açúcar, por favor.

Lista de Coisas que sinto falta em NY

Essa lista não inclui: gentes.
Essa lista não está em nenhum tipo de ordem de grandeza.

1. Praça São Salvador
2. Feijão
3. Suco de Tangerina Do Bem
4. Minha máquina de nespresso
5. Gata no colo
6. Brunch no Domingo
7. Uísques do meu pai
8. Meus sapatos
9. Fazer a unha do pé
10. Os livros que deixei pela metade
11. Dinheiro
12. Comentar a tv pelo twitter
13. Minhas playlists no iTunes
14. Creme de leite de soja (pois é.)
Update:
15. Gol do fluminense.

Até o final de julho, em construção.

Minha Irritação com Friends

Então, aqui nos EUA, a Nickelodeon exibe na sua programação noturna vários episódios seguidos de Friends. Parece que há algo de errado com a afirmação, mas é isso mesmo: Friends na Nickelodeon. Aparentemente, Friends é hoje um sitcom ~adolescente~?

Voltando um pouco no tempo… Friends sempre foi minha série favorita na vida, e olha que minha “cartela” de séries é imensa. De repente, eu conheci How I Met Your Mother e tudo mudou. Já assisti todas as temporadas (and counting…) e re-assisti quase todos os episódios mais de uma vez.

No Brasil, eu e marido temos o hábito de assistir Friends todos os dias antes de dormir – passa 1am na Warner. Até que Friends começou a realmente me irritar, sem que eu conseguisse entender o porquê. Naturalmente, passei a assistir HIMYM no lugar de Friends todos os dias (thanks, Fox).

É impossível não comparar as duas séries, sorry.

Quando eu tinha 13/14 anos e comecei a assistir Friends, olhava para os personagens e pensava que com 23 anos (e depois com 30 e depois com 33) a minha vida deveria ter aquele ritmo/configuração. Foi outro dia que, assistindo ao episódio The One They All Turn 30, eu vi que não era nada daquilo. E aí eu entendi minha irritação – e toda a razão de HIMYM ter roubado o lugar de Friends no meu coração. Rachel, Ross e os outros não são da minha geração, eles têm outras histórias, outras ambições, outras formas de se divertir. Eles se encontram no café, gente.

Quem se encontra no bar? Ted, Marshall, Lilly, Barney e Robin.

O segundo ponto de irritação, e talvez o mais “grave”, é a falta de fluxo contínuo nas histórias de Friends. Depois de assistir (e, repito, re-assistir) HIMYM, é difícil não se aborrecer com os furos de roteiro de Friends. Era uma outra época de sitcoms, sem dúvida, com outro público e acho que a storyline não era tão importante. Eu entendo isso. Mas eu sou da geração HIMYM.

Em Friends, toda história é superficial, storylines são totalmente abandonadas, personagens que parecem importantes não aparecem nunca mais (os pais da Phoebe, por exemplo), faltam cenas reais da faixa etária como álcool, sexo, drogas, relação com os pais, problemas no trabalho… Ou seja, como todo fã de HIMYM sabe, o oposto da nossa série favorita.

No fim, Friends é infanto-juvenil, como bem percebeu a Nickelodeon. Uma delícia de assistir, ainda sei os diálogos de cór, ainda sou apegada a todos eles. Mas sem dúvida, perdi o impulso de procurar me identificar com os personagens. Não sou mais a Rachel. Sou a Robin (né, Liv? ;)).

Pé Frio de Restaurante

Eu tenho um desvio de personalidade que me impede de pedir pratos novos em restaurantes nos quais já elegi os meus preferidos. Acontece. Mas, pé frio de restaurante que eu sou, invariavelmente meus pratos preferidos acabam saindo do cardápio. (Mentira. Não é invariavelmente. Escolhi a palavra pra causar um impacto.)

Sensação horrível essa de chegar no restaurante sabendo que vai comer o que ama e receber a notícia do falecimento do seu prato preferido – através de um garçom que parece não ter nenhum remorso e não se compadece com a sua dor. Fico órfã dos meus pratos de maneira quase cruel.
quote
Essa é a minha lista de perdas até o momento:
Sinfull Sundae do Outback. Triste, triste, triste com a retirada dessa sobremesa do cardápio. Era um sorvete de creme, empanado com coco torrado, numa poça de calda de chocolate, com morangos. Tentamos reproduzir em casa, né mãe? Mas nunca fica exatamente igual e aos poucos fui desapegando.
Brownie do Gula Gula. Era meu brownie preferido, uma delícia de textura e uma calda maravilhosa. Tiraram do cardápio e colocaram outro brownie, com amêndoas. Sou alérgica a amêndoas. Ódio mortal, nunca mais comi sobremesa no Gula Gula.
Harumaki de Pato do Bar D’Hotel. Já cansei de ir até o Leblon exclusivamente para comer essa entrada. Vale dizer que era dos pratos preferidos de to-do mun-do que eu conheço e frequentava o restaurante. Totalmente inexplicável terem tirado do cardápio.
Churrasco de Polvo do Irajá. Esse prato motivou o post. Já fui no Irajá várias vezes, em apenas uma não comi esse prato. Fui no sábado, estava delicioso. Fui ontem e tinham tirado do cardápio. Ódio eterno?
Risotto de Brócolis, Pato e Queijo de Cabra do CT Brasserie. Era meu prato preferido no mundo. Sentiu a dor? Saiu do cardápio quando os CTs resolveram unificar os cardápios com pequenas mudanças de um para outro. Obra provavelmente de algum gênio do marketing, mas que me fez parar de frequentá-los.

Um drama. Drama.

What’s In Your Bag: Vida Real

Uma coisa é fato: eu nunca limpo minha bolsa. Quando troco de modelo, pego tudo que tem em uma e jogo na outra – tudo. Estão aí incluídos os comprovantes de pagamentos com cartão, moedas, balas… Toda vez que eu vejo um “what’s in your bag”, tag recorrente em blogs e vlogs, fico com vergonha da minha bolsa vida real. Mas no fim, sou eu que sou desorganizada ou na vida real é assim mesmo?

Me contem. Mas antes, isso é o que tem dentro da minha bolsa hoje:
wiyb
– Moleskine cheio de papel dentro que uso pra anotar qualquer coisa.
– Máscara para dormir de ovelhinha, que está dentro da bolsa desde a minha última viagem, em outubro.
– Óculos escuros (sem caixinha mesmo, largado lá dentro).
– Tylenol, Inneov para queda de cabelo e antialérgico.
– Blotting Paper, aquele papelzinho pra tirar a oleosidade do rosto.
– Um colar, uma pulseira e um par de brincos. Eu deveria dizer que levo isso na bolsa porque são super “levantadores de look”, mas a realidade é que eles vão me incomodando durante o dia e eu tiro.
– Carmex. Um batom para retoque. Um de-puffing (que diminui as bolsas embaixo dos olhos. aka cara de sono) também remanescente da última viagem.
– 9 comprovantes de compra e duas embalagens vazias de Trident.
– Esse potinho branco de tampa verde é um brinquedo da Arya, que ela levou pro veterinário.
– Sembei de lanchinho, todo estraçalhado.
– Adaptador de fone (reparem que o fone não está na bolsa), 5 canetas e 1 lápis.
– R$2,05
– 8 grampos, 5 elásticos de cabelo e 2 piranhas.
– Carteira, porta-moeda, chave de casa.

Um primor da organização e da limpeza.

Sete Pecados e Produtos de Beleza

Confuso o título, hãn? Mas é só mais uma das tags do youtube que eu amo. Ontem estava revendo algumas das minhas vloggers preferidas e trocando indicações com a Carla (/modices) e me (re)deparei com a “7 deadly sins of beauty”.
Eu lembro que na época fui assistir achando que era uma tag sobre o que as meninas cometiam de pecados de beleza. Na verdade, é uma série de perguntas de beleza inspiradas nos sete pecados. É bem bonitinho e divertido. Vou responder aqui, o que responderia se vlogger fosse.

seteprods
1. Avareza: Qual é o seu produto de beleza mais caro? E o mais barato?
O mais caro, com certeza, é a minha paleta Naked I da Urban Decay. É um produto caro, mas a minha é mais ainda porque eu comprei na Sephora daqui do Brasil, super afobada que eu sou. Não me arrependo, porém. O mais barato é o meu Eos, sabor Honey Suckle, querido.

2. Ira: Qual produto de beleza você tem relação de amor e ódio?
Babyliss Infinit da Conair, desse que é mais fino na ponta. Amo o resultado no meu cabelo, mas dá muito trabalho de fazer e eu sempre me queimo. Acho que ele é bem propício a queimaduras mesmo, tanto que vem com uma luvinha que obviamente eu já perdi.

3. Gula: Qual o seu produto de beleza mais “delicioso”?
Aqui não pensei muito em sabor per se. Várias vloggers falaram de lipglosses, mas penso em delicioso como conceito maior. Então, elegi o Face and Body Scrub Ocean Salt da Lush. É tudo delícia: o processo de passar, a sensação depois do banho, o cheiro de caipirinha… Ele é de limão, coco e tem base de vodka. Oi? Tudo que amo?

4. Preguiça: Qual produto de beleza você negligencia por preguiça?
Esmalte. Na realidade, eu ando negligenciando o ato de passar esmaltes. Acontece que eu tenho muita preguiça de ir ao salão fazer a unha. Tudo é prioridade antes. E, como eu sei fazer minha própria unha, ela está feita. Mas sem esmalte. Por pura preguiça.

5. Orgulho: Qual o produto de beleza que te dá mais confiança?
Base! Acho que a gente fica com cara de saudável, rica e inteligente quando tá de base. Segurança é isso aí. Me deixem em paz.

6. Luxúria: Quais atributos você acha mais atraente no sexo oposto?
Achei essa pergunta muito besta. Mas se é pra brincar, eu amo barba.

7. Inveja: Qual item de beleza você mais gosta de receber de presente?
Produto de beleza em geral é uma coisa muito pessoal, né, mas eu adoro ganhar perfume de presente. Acho que tirando perfumes específicos no mercado que parece que foram feitos por alguém aleijado de nariz, todo perfume é gostoso. Mesmo. Sou facinha com perfume.

E vocês meus oito leitorinhos queridos? O que responderiam pra essas perguntas?